30/07/2017

Operação Serra do Cachimbo: não aprendi a dizer adeus

Ressignificar a maneira de viver e dar sentido às escolhas e aos valores cultivados. Esse é o sentimento que os 190 rondonistas carregam em suas bagagens de volta às suas cidades. A experiência de conhecer e vivenciar realidades diversas e fazer delas a sua morada durante os 15 dias de Operação Serra do Cachimbo, despertaram o sentimento de coletividade, superação e doação entre todas as pessoas envolvidas. Intensidade adjetiva esses momentos, que se evidenciam através dos depoimentos e registros coletados e que serão resguardados dentro de todos.

O Projeto Rondon exerce a cidadania e horizontaliza as oportunidades. A professora Ana Maria Neves Finochio Sabino, da Famerp, já participa do projeto pela quarta vez e acredita que o Rondon é uma lição. “Voluntariar é transbordar de aprendizado e gratidão, ver na história do outro a benção da própria vida”, e é com esse espírito de ser voluntário e trocar conhecimento que os rondonistas se transformaram em aprendizes locais. Foi vendo, ouvindo, sentindo e partilhando, que cada um e cada uma que vestiu a camisa na Operação Serra do Cachimbo guarda em sua memória as marcas de um povo que ensinou na sua simplicidade o sentido de contemplar a vida com sorrisos, carinho e com amor.  

Na troca de conhecimento, as ações sociais realizadas pelos universitários e professores se potencializam e a semente da reflexão floresce gradativamente. Para a estudante Maria Clara, do Senac, o questionamento sobre qual seria o seu papel enquanto rondonista, se apresenta hoje, no fim da Operação, através da gratidão em transmitir e receber ensinamentos. Não é à toa que a professora Ana Maria  considera o Rondon “uma ferramenta de empatia, onde o aprendiz ensina mais que o professor”. A via dupla é o caminho trilhado pelo projeto, que tem como destino final atingir e gerar multiplicadores, a fim de fomentar e fortalecer a autonomia das localidades perpassadas durante esse período. 

“Dar mais valor para as pequenas coisas, tirar um tempo para conhecer mais os outros, conversar com eles, saber da realidade, e poder através disso, compartilhar”. Sentimentos que o coordenador do conjunto “C”, professor Alexsandro Stumpf, da Unochapecó, enaltece e carrega consigo na bagagem. A emoção esteve aflorada em tempo integral, ao retratar e resgatar tantas histórias plurais; refletir a respeito das diversas localidades e contribuir de alguma forma com a construção da comunidade.

O que foi vivido durante o trajeto da Operação, para Darlan de Barba, da UTFPR/FB, pode ampliar os horizontes na vida das pessoas. “Apesar do desafio em encontrar uma realidade adversa e adaptar nossos objetivos, meu intuito foi fazer a diferença, mesmo que de forma pequena”. É através de ações com cunho social que se transforma o mundo. Mesmo que seja o mundo dentro de cada comunidade. Dentro de cada um.

Nesta Operação, a bagagem transborda. Volta com excesso de aprendizado, partilha e a certeza de que das sementes plantadas, a colheita é coletiva. O Projeto Rondon é lição de vida e de cidadania. É doação, emoção e transformação. É a sutileza da partilha à força de toda a vivência. Operação Serra do Cachimbo: Missão cumprida. SELVA!

 

 

Trocas: O saber que transita

 

A Operação Serra do Cachimbo foi realizada de 15 a 29 de julho nos estados do Mato Grosso e Pará. Durante esses dias os rondonistas de 19 Instituições de Ensino Superior viveram a realidade de sete municípios e dois distritos. Nestes locais foram desenvolvidas atividades e oficinas com os moradores a fim de proporcionar a formação de multiplicadores para que tenha efeitos duradouros.

As oficinas realizadas pelos estudantes, e orientadas pelos professores utilizaram a metodologia teórica de sala de aula aliada com a prática. Nesta perspectiva, o coordenador regional, Tenente-Coronel Alexandre Teixeira Camillo, ressalta a importância de compartilhar conhecimento entre os rondonistas e a comunidade. “É uma miscigenação cultural, em que trouxeram o seu saber e estão recebendo da comunidade os aspectos culturais particulares dos estados do Mato Grosso e Pará”.

 

Relação das universidades participantes e locais que realizam suas atividades:

 

PARÁ

Distrito Castelo de Sonhos:

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho - Fundação João Pinheiro (EG-JPF)

 

Distrito Cachoeira da Serra:

Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)

Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS- Campus Itapoã)

 

MATO GROSSO

Carlinda

Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Instituto de Química Unesp Araraquara (IQAR)

 

Guarantã do Norte

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP)

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Francisco Beltrão (UTFPR)

Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ)

 

Itaúba

Centro Universitário Lusíada (UNILUS)

Universidade Tecnológica Federal do Paraná- Pato Branco - (UTFPR-PB)

 

Nova Guarita

Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS - Campus Jaraguá)

Faculdade de Ciências e Letras (UNESP - Araraquara)

 

Novo Mundo

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UTFM)

Centro Universitário Senac  (SENAC - Campus Santo Amaro)

 

Paranaíta

Centro Universitário do Espírito Santo (UNESC)

Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN)

 

Terra Nova do Norte

Faculdade de Medicina de São Jose do Rio Preto (FAMERP)

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

 

Texto: 

Amanda Ferronato
Angélica Dezem

Fonte: Comunicacao Social da Operacao Serra do Cachimbo

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