23/07/2016

Rondonistas realizam oficina sobre câncer em São João do Garrafão

“Klaun” em pomerano significa esperto. É assim que o morador Luizemar Kraitlo, de São João do Garrafão, se define por participar da oficina de câncer na Unidade de Saúde de São João do Garrafão.  “Kraitlo” por sua vez, historicamente vem de Kreittlon, como afirma. Essa tradução e a “confusão” realizada no registro do nome não faria tanto sentido em outra cidade: São João do Garrafão foi colonizada por volta de 1873 pelo povo pomerano, e pertence a uma das 37 comunidades de Santa Maria de Jetibá.

A cidade possui apenas 34,52% de população urbana, enquanto 65,48% é rural. Nesse contexto, Santa Maria de Jetibá vive financeiramente da agricultura, sendo a 2º maior produtora de ovos do Brasil e 1º maior produtora de ovos, morango e gengibre do estado. Mas junto a esses dados, vêm outros complementares: os agricultores geralmente utilizam apenas chapéu e blusa de manga comprida para se protegerem do sol. Assim, a cidade possui também um número considerável de moradores em estágio avançado de câncer de pele. Só em 2010, foram realizados 31 procedimentos para o tratamento do câncer, sendo que o procedimento cirúrgico começou na cidade nesse mesmo ano.

A rondonista Larissa da Silva Batista, da FADISMA conta sobre a mobilização realizada na Unidade de Saúde pela Operação Itapemirim: “Nós mobilizamos agentes de saúde e os moradores que estavam na fila de espera da consulta médica para uma conversa sobre o câncer de pele, mama e próstata. A comunidade tinha muita curiosidade sobre o assunto”.

 

Luizemar andou 7 km de bicicleta para chegar até a oficina. Ele comenta que na sua infância a família não tinha condições de fazer consultas: “Dois dias eu ia para aula, três dias eu ficava para trabalhar na roça. Já deixamos de comprar algumas coisas em casa para ir ao médico”. Por isso, para o morador, sempre quando ele tem a oportunidade de fazer parte de reuniões ou palestras, faz um esforço para ir e levar informações para os familiares e para as reuniões sobre saúde e agricultura que participa com os agricultores da comunidade.

 “Vendo minhas morangas com essa bicicleta. Na minha família já tem casos de câncer de pele, então vale o esforço de vir e aprender mais” – comenta Luizemar. Hoje, além de transportar suas hortaliças, ele leva alguns panfletos sobre câncer de pele e próstata para a comunidade.

 

 

Texto e foto: Desirée Pechefist

 

 

 

Fonte: Com Soc UEPG

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