25/07/2016

Prevenção contra a dengue marca as atividades em Marechal Floriano

Ações de prevenção contra a dengue marcam as atividades do Projeto Rondon em Marechal Floriano

Casa da Operação Itapemirim, o Espírito Santo é o terceiro estado do Brasil com maior incidência de dengue. Em 2016, foram registrados 38.844 casos da doença na região. A microcefalia, sintoma ligado ao Zika vírus, teve onze casos confirmados em todo o estado. Deste total, um deles ocorreu em Marechal Floriano, cidade que recebe as equipes de rondonistas da Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) e Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVAS). O combate ao mosquito da dengue se tornou, então, um dos focos das ações das universidades no município.

 

Vestidos com roupas listradas, asas e bicos, os rondonistas da UNIVAS se transformaram em mosquitos aedes aegypti para conscientizar a população de Marechal Floriano sobre os perigos da dengue, zika vírus e chicungunya. O local da ação foi escolhido cuidadosamente: a quermesse em homenagem ao centenário da comunidade de Sant’anna. A celebração reuniu, além do público da cidade, visitantes de municípios vizinhos e de comunidade rural. “Como é um espaço que reúne muitas pessoas, a gente achou que seria melhor fazer aqui do que conduzir atividades isoladas que, talvez, não tivessem tanta receptividade”, relata a rondonista da UNIVAS, Marciene da Silva.

João Celestino, de 76 anos, é morador de um dos 13 distritos pertencentes a Marechal Floriano. Trabalhador do campo, Seu João nunca utilizou métodos para se prevenir das picadas de mosquitos. Em relação à reprodução do aedes aegypti, no entanto, ele toma os cuidados necessários: “Um pouco eu sei. Não pode deixar água parada, que fica em pneu, panela abandonada, lata...” Com a presença dos “mosquitos” do Projeto Rondon, seu João e outras 800 pessoas que compareceram a festa puderam receber informações sobre a prevenção da doença através de cartilhas informativas.

Segundo os rondonistas da UNIVAS, a utilização das fantasias foi um artifício para atrair a atenção de diferentes públicos, principalmente o infantil. A doceira Maria Aparecida Ramos tem uma filha de quatro anos, Mariana. Para a mãe, a conscientização das crianças, que já ocorre na escola, também precisa acontecer em casa. “A gente sempre passa para ela não deixar água parada, recolher o lixo do quintal”, relata. Marciene avalia os resultados das vestimentas de forma positiva. “Com a roupa, as próprias pessoas se aproximam para ver o que é a atividade”, destaca a rondonista. 

Marechal Floriano, que fica a apenas 50 km de Vargem Alta – município que registrou índices epidêmicos de dengue neste ano – recebe nos próximos dias mais ações de conscientização em relação à doença. Por ora, a atividade já está gerando resultados. Seu João, que nunca passou repelente contra insetos, conta que vai adquirir o produto. O trabalhador rural disse também que irá passar os conhecimentos adiante por meio da cartilha: “Isso aqui é bom, vou pregar na igrejinha do frei Galvão. Quem chegar lá vai poder ler”.

Texto: Adriane Hess

Foto: André da Luz

Fonte: Com Soc UEPG

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