20/12/2016

Projeto Rondon: Quando a teoria da sala de aula se transforma em ação Brasil afora

Tornar o universitário um profissional mais humano através da promoção de responsabilidade para com o próximo, da cidadania e da brasilidade. Esse tem sido o principal objetivo do Projeto Rondon. Entre os universitários que já vivenciaram a experiência de ser rondonista, além de vestir a camisa amarela, o que existe em comum é o desejo de colocar em prática sua vocação pessoal e as habilidades técnicas da sua área de graduação, tudo isso acrescido do desejo de multiplicar o bem.

Inseridos em comunidades que apresentam uma realidade bem diferente daquela vivenciada nos corredores das universidades, os acadêmicos atuam em áreas diversas, cada um no conjunto que explora a sua graduação específica. Somado ao conhecimento teórico, o que mais pesa nessa bagagem é a vivência prática e humanitária.

 O professor Roberto Primo, da Universidade Unilasalle, de Niterói, Rio de Janeiro, já participou sete vezes de operações do Projeto Rondon. Como integrante do conjunto B, ele levou alunos das áreas de engenharias, administração e sistemas de informação. O que sempre chamou a atenção do professor foi a diferença visível nos alunos que já participaram como rondonistas, uma clara mudança de comportamento e maturidade. “Eu percebo que os acadêmicos voltam muito mais compromissados, autônomos e sem dúvida, pró-ativos”, completa o professor.

Desde 2005, a professora e doutora Ana Maria Bellani Migott, da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, também participa ativamente da iniciativa. Atuou em todos os conjuntos e reuniu histórias e experiências de muito valor humano. Este ano, a frente do Conjunto A, a professora Ana já se prepara com os acadêmicos para a  Operação Tocantins, onde as áreas do conhecimento se transformam em ações práticas. Um exemplo disso é o curso de formação pedagógica para os cerca de 120 professores das escolas municipais e estaduais, com duração de quarenta horas. O treinamento fará parte do calendário do município para a formação pedagógica que a administração deve fazer em educação continuada e será ministrado pelos universitários com formação nas áreas de História, Geografia, Ciências Biológicas e Psicologia. 

Como exemplificado, além de formar o acadêmico integralmente, diminuindo cada vez mais a distância entre a teoria e a prática, transformando conteúdos e pesquisas em ações, a professora destaca a efetivação de um dos principais objetivos das operações, que é a promoção da cidadania. Ela comenta que a diversidade é uma característica marcante do Brasil e isso tira o rondonista de sua zona de conforto, proporcionando um crescimento pessoal e futuramente, profissional. “O Projeto Rondon alavanca a cidadania e consolida cada vez mais a soberania de nosso país, através da reflexão dos acadêmicos, nessa grande sala de aula que é o território brasileiro”, comenta a professora.

Giovana Sturm Sachet aproveitou seus últimos meses como acadêmica de jornalismo da Universidade de Passo Fundo para, como ela mesma diz, viver o que é o Rondon. A Operação Itacaiúnas aconteceu em julho de 2015, atendendo 15 municípios do Pará e Tocantins, e hoje como jornalista Giovana lembra com carinho dos dias que experienciou como rondonista. Como aprendizado, levou para a carreira profissional aquilo que o Rondon lhe ensinou, de que o acadêmico é a mudança que o Brasil precisa, que ele é capaz de mudar, não o país inteiro, mas a realidade de alguém que vê no projeto a esperança de mudança. “Participar do Rondon é abdicar de qualquer luxo material em prol do maior luxo de todos: um sorriso sincero de agradecimento pelo simples fato de você estar ali”, finaliza a jornalista.

Fonte: Comunicação Social UNIVALI

Compartilhe Imprimir

RONDON

Ministério da Defesa - Esplanada dos Ministérios
Bloco Q - Cep: 70.049-900 - Brasília/DF

Fale Conosco

MINISTÉRIO DA DEFESA