24/01/2017

Criar laços: isso também é Rondon

O Projeto Rondon, a partir do seu objetivo de gerar multiplicadores, consegue também alcançar muitos outros aspectos importantes. Desde o processo de seleção dos alunos que vão participar na operação até a realização das oficinas nas cidades em que eles estão alojados, cria-se um laço. Composto de muita força de vontade, emoção, garra e determinação, vai se formando, de amizade em amizade, uma grande família.

O Rondon é uma vivência nova para todos os acadêmicos, tanto que cada um pode participar apenas uma vez, e, geralmente, os alunos da equipe não se conheciam.

“Essa experiência de criar laços é uma coisa que ninguém consegue explicar, o propósito é o mesmo para todos, fazer o bem para ao outro. É uma realidade muito diferente do que a gente vive na nossa universidade e nas nossas regiões. A nossa equipe veio se conhecer de verdade, agora no projeto mesmo, porque muitas faculdades fazem processo seletivo de cada curso e somos de cursos muito diferentes”, conta o estudante Lucas Ademir Carvalho, da Universidade Federal de Lavras.

Segundo o livro “O Pequeno Príncipe”, nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. No Rondon não é diferente, pois com todos os dias que são passados pensando em cada detalhe do que será realizado, e também toda a convivência que se tem com a equipe e com as outras universidades, conquistamos as pessoas sem saber e assim vamos nos tornando cativados e com certeza, ao mesmo tempo, seres cativantes.

“Aqui tudo é muito intenso, faz poucos dias que estamos reunidos aqui no Tocantins, fora o tempo que ficamos reunidos na pré-operação, mas parece que a gente se conhece a séculos. Aqui tudo é muito rápido, muito forte e nós já formamos uma família mesmo. A interação entre as equipes de Brejinho está muito boa, estamos brincando um com um outro, estamos nos comunicando, uma equipe ajudando a outra nas oficinas, sempre buscando trazer o melhor para o município. A interação com os professores está muito boa, agora não é só uma relação professor-aluno, mas sim uma relação de amizade que a gente formou aqui e com certeza vai levar pra vida” conta a aluna Natanne Terumy Miasaki, da Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Com tão poucos dias de operação e com tanta bagagem acumulada, é perceptível que o Rondon vai muito além dos seus objetivos com a comunidade e com os acadêmicos, pois aqui todo mundo é um só, e o que se leva de todo esse aprendizado, muito mais do que experiência, é todo o vínculo que se inicia desde o processo de seleção dos acadêmicos. Segundo o dicionário Aurélio, “vínculo” é um substantivo masculino, que significa aquilo que ata, liga, vincula (uma ou mais coisas); liame, e o que se percebe na prática vai muito mais a fundo do que propriamente o significado frio do dicionário, como explica a acadêmica Flavia Queiroz de Jesus, da Universidade de São João Del Rei. “Desde que a gente entrou, depois da seleção, já começamos a criar muito vínculo. Nenhum de nós do grupo da UFSJ se conhecia, e com as reuniões isso foi se tornando uma família imensa, porque não começou aqui em Brejinho, começou lá na universidade. E a mesma coisa aconteceu com o pessoal da outra instituição, porque desde que a gente soube que seriam duas equipes já tentamos entrar em contato para começar a comunicação. O Rondon é uma grande família e a gente está tentando integrar mais, porque cada oficina, cada dia vai acontecendo uma coisa nova, mas até agora a gente já viu que vai ser imensamente uma grande família.”

As amizades criadas no Rondon, com certeza influenciam e muito na realização das ações, pois tudo aquilo que é feito sorrindo é muito mais gratificante. “O que está muito relacionado com o espírito do Rondon, porque se estamos aqui, todo mundo está com o mesmo objetivo, a mesma garra, então isso contribui para que todos fiquem unidos” conta a acadêmica Emmanuela Kethully Mota dos Santos, da Universidade Federal de Pernambuco, sem esquecer do significado da palavra vínculo relacionando, desta vez,  os rondonistas e a comunidade, tudo para gerar uma teia de boas ações e assim tornar o Rondon um projeto único e emocionante, que atinge com sucesso seus objetivos.

 

Texto: Jéssica Mattana Habovski

Fotos: Aghata Crews

 

 

 

Fonte: Comunicação Social UNIVALI

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