27/01/2017

Experiência no Projeto Rondon incentiva para a vida de professor

Para os rondonistas, não lhes falta conhecimento e conteúdo, mas ensinar ainda é algo desafiador. Grande parte das equipes de rondonistas são compostas por alguns alunos de licenciaturas, mas é fundamental que todos tenham uma boa didática para que a comunidade consiga receber o conhecimento passado durante as atividades oferecidas.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) entendeu muito bem essa importância. O professor coordenador do grupo, Aragon Erico Dasso Junior, informou que os oito alunos da universidade foram treinados durante três meses e meio. O professor, que já atuou no projeto Rondon como aluno no período em que estudou no colégio militar, também afirma que “não tem muito segredo, você pode trabalhar com didática, com prática de ensino, mas a descoberta é na própria vivência. Então o Rondon te possibilita isso”.

Os rondonistas da UFRGS estão trabalhando no município de Marianópolis do Tocantins, onde realizaram atividades fora da zona de conforto nesta quarta-feira (25/01): na feira da cidade, sem apresentação em projetor e sem ar-condicionado. Mas isso não foi um problema para eles. Tentando atrair a atenção da população presente, os rondonistas mantêm uma relação de colaboração mútua: transmitindo conhecimento, mas incentivando a população a colaborar nas atividades com o seu conhecimento de vida.

Aragon acredita que as experiências vividas no Projeto Rondon como aluno há trinta anos podem ter auxiliado na descoberta da sua vocação para o ensino. Nesta equipe há um aluno de Educação Física que, antes da Operação Tocantins, não tinha certeza se gostaria de lecionar futuramente. Após as primeiras experiências na operação, o aluno afirma ao professor que não tem mais dúvidas, ele deseja lecionar.

A rondonista Cláucia Piccoli Faganello é aluna de licenciatura em Ciências Sociais e mestranda em sociologia na UFRGS. Quando questionada sobre a diferença entre a teoria e a prática, ela afirma que às vezes a teoria não dá conta da realidade no Brasil. Ao ministrar uma atividade teórica, ela se preocupou com a receptividade dos alunos e, por este motivo, buscava saber se o assunto era de conhecimento da população, a fim de sanar possíveis dúvidas.

Yasmim Parente é aluna do 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual David Barbosa Rolins, em Marianópolis do Tocantins. Ela participou de uma atividade ministrada pela Cláucia e para ela é positivo o método de troca de informações utilizado pelos rondonistas. Além disso, a estudante vê neles um ensino com um formato mais liberal e interessante.

A rondonista Priscila Raiane Assunção De Andrade, 22, é estudante de Agronomia no Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM) e afirma que, ao olhar para o público, ela vê uma necessidade de adequação para que cada pessoa presente possa entender, tentando tornar a atividade mais prática.

É no Projeto Rondon que muitos alunos descobrem o desejo de ser professor, sua aptidão para falar com o público, fazem trocas culturais e de conhecimentos, ou encaram os mais diversos desafios que a prática de ensino proporciona. Tudo isso só amplia a sua bagagem e isso vale mais que qualquer teoria.

 

Texto: Luana Gomes da Cruz

Fotos: Aghata Crews

 

 

Fonte: Comunicação Social UNIVALI

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