17/08/2018

Boletim Rondon 8

07/08/2018 | Universidade de Caxias do Sul – UCS |Projeto Rondon: no retorno de Jaraguari, lembranças e experiência para a vida toda.

 LINK: https://www.ucs.br/site/noticias/projeto-rondon-no-retorno-de-jaraguari-lembrancas-de-grandes-momentos-e-experiencia-para-a-vida-toda/

Depois de mais de 15 dias de viagem, acadêmicos e professores da UCS relatam cotidiano no município do Mato Grosso do Sul.

   

   

A bagagem voltou cheia. Não se trata, porém, de mais malas, roupas ou outros artefatos, mas de novas experiências de vida e aprendizados. Essa sensação marcou o retorno dos estudantes da UCS que participaram da Operação Pantanal do Projeto Rondon 2018, no município de Jaraguari, no Mato Grosso do Sul, no mês de  do julho. Atuando em conjunto com a equipe da UNESP de Araçatuba, os acadêmicos promoveram atividades para estimular o desenvolvimento da comunidade local, como oficinas, cursos e ações, planejadas a partir das demandas e da realidade da população local.

“Desenvolvemos uma série de atividades na sede municipal e em mais cinco comunidades do interior, onde reside a maioria dos habitantes. Tivemos algumas dificuldades com a presença de público e na operacionalização de algumas atividades, visto que foi necessário reorganizar por diversas vezes a sequência e a quantidade de ações que seriam desenvolvidas em um mesmo turno ou dia, buscando potencializar a presença da comunidade”, explica o professor Michel Mendes, um dos dois professores que coordenaram as atividades pela UCS. Além dele, a professora Gisele Cemin também acompanhou o grupo da Universidade.

Apesar das dificuldades, Michel considera que a equipe promoveu as atividades que o momento permitiu e acredita que o trabalho realizado possibilitará melhorias na qualidade de vida da comunidade de Jaraguari.

Com apoio do poder público local, a equipe da UCS atuou na promoção de melhorias do processo de compostagem (tendo como matéria-prima resíduos de peixe) e no próprio reaproveitamento do peixe. Os acadêmicos propuseram ainda atividades de replanejamento financeiro e físico dos espaços visitados.

“Foi possível visualizar a movimentação da equipe, a união das áreas de conhecimento e a capacidade de reorganizar o espaço com aquilo que existe no momento”, destaca Gisele, ressaltando que as oito atividades propostas pelo grupo atingiram diretamente mais de mil pessoas.

Quando o ensino vira aprendizado
O acadêmico de Arquitetura e Urbanismo Valdinei J. A. Garcia Junior, de 23 anos, integrou o grupo da UCS em Jaraguari. Ele destaca que além de ser uma experiência acadêmica ou profissional, o projeto é uma experiência pessoal. Para ele, a organização prepara os estudantes para oficinas, mas não se compara à realidade encontrada; desde os imprevistos que surgiram até os laços criados. São essas situações que trazem um crescimento pessoal. “Foi uma oportunidade de conhecer, com todos os sentidos, realidades das quais muitas vezes só ouvimos falar. Isso acaba refletindo-se nos estudos e no trabalho. É uma experiência inesquecível. Chegar ao final da Operação e lembrar a quantidade de coisas que vimos, ouvimos e aprendemos é fantástico. O sentimento de gratidão por ter feito parte de um projeto tão grande é imenso”.

Para a acadêmica Bruna De Toni, do curso de Ciências Biológicas, do Campus Universitário da Região dos Vinhedos (CARVI), as atividades do Projeto Rondon impactaram de forma bastante intensa no seu cotidiano em Jaraguari. “A Operação me fez chorar, sorrir, cair, levantar. Foram todos os sentimentos vividos intensamente. Foi uma lição de vida e de amor”.  O significado dessa experiência vai ficar marcado na jovem estudante, que a guardará em sua memória de um modo bastante afetivo. “Voltei do Rondon acreditando mais em mim, na minha capacidade de trabalhar em equipe e de contornar situações inesperadas. Quando se fala em Projeto Rondon e no seu significado, as pessoas te olham de um modo diferente pois valorizam muito essa experiência”.

O sentimento de mudança pessoal destacado por Bruna também se observa em Indiana Pedroso Facchin. A estudante de Engenharia Civil considera que o projeto a auxiliou no autoconhecimento e na autoconfiança e também descreve a recepção da comunidade como bastante afetiva. “Não voltei a mesma, tem algo diferente em mim. O projeto despertou sentimentos que não conhecia e que não sabia que poderiam existir. Fui com a intenção de capacitar e agregar algo a mais na vida da comunidade, mas o que eu não esperava era a bagagem que traria de volta; bagagem de amor, autoconhecimento e uma força indescritível”.

No final, todos os rondonistas descobrem que, embora se engajem numa operação para auxiliar a comunidade local e criar ações para integrar a população, a contrapartida é uma só: aprendizado que fica para a vida toda.

Fotos: Equipe da UCS na Operação Pantanal

 

13/08/2018 | UniLaSalle | Vidas transformadas pelo Projeto Rondon Pantanal

LINK: http://unilasalle.edu.br/rj/noticias/vidas-transformadas-pelo-projeto-rondon-pantanal/

    

Ao fechar os olhos, Vera ainda recorda. A chuva, a correria na madrugada. Eles chegavam de repente, às 1h, 1h30, destruindo as casas ainda improvisadas, mas suas. Pela primeira vez, eram donos de um pedaço de chão. Mas parecia que não eram. Enquanto tudo era destruído, enquanto perdiam roupas, lençol, remédios, comida, as lonas, não tinham tempo para derramar lágrimas. Levados à força para carros de boi, eram ali amontoados, homens, mulheres e crianças, tratados como os animais que poucos antes foram carregados, como o cheiro do excremento deixava supor. Entre solavancos, eram deixados longe, no meio da estrada. Dentre os muitos caminhos que podiam seguir, escolhiam achar por si mesmos o rumo da volta, afinal tratava-se do direito de Vera, do direito daquelas 164 famílias, conquistado em 27 de dezembro de 1997, após seis anos de tentativas. A fazenda havia sido desapropriada pela Polícia Federal, após a descoberta de que o dono plantava maconha junto da mandioca. Enquanto ele fugia para a Espanha, os assentados ocupavam a terra vazia, em 16 de maio de 1992. Àquela altura eram 500 famílias, mas muitas delas tiveram que migrar para outro espaço, porque a área não comportava tantas pessoas. O INCRA havia concedido o título da terra, a propriedade, era legal. Alguns fazendeiros das redondezas, no entanto, não aceitavam, queriam mais aquela extensão para eles. Hoje o assentamento encontra dias mais tranquilos. Os moradores sobrevivem da plantação e da criação de peixes. Fazem planos de aproveitar a fachada histórica para criar ali uma pousada e gerar renda. Foi sonhando que os habitantes de Andalucia, liderados por mulheres, conheceram os universitários lassalistas no fim de julho.

O Unilasalle-RJ teve proposta aprovada para mais um Projeto Rondon, organizado pelo Ministério da Defesa, e desta vez, a missão foi em Nioaque, Mato Grosso do Sul. Durante duas semanas, oito alunos dos cursos das Engenharias e Sistemas de Informação conviveram com variados mato-grossenses e conheceram seus distintos lugares de fala, prontos a ouvir para aprender, além de também ensinar. Em Andalucia e Conceição, por exemplo, os lassalistas deram oficina sobre casa sustentável, fossa ecológica, fizeram o ciclo da bananeira para tratamento de água cinza. Em troca, souberam, de fato, o que é uma desapropriação. “As mulheres que estão à frente dos assentamentos explicaram todo o processo de luta pela terra, desde junto ao INCRA até quantas vezes foram despejadas. No rosto dos alunos era possível ver o quanto desconheciam aquela realidade, só conheciam o que a mídia fala. Uns choravam, outros estavam com os olhos arregalados. A Vera contou a história dela, mas em nenhum momento se colocando no papel de vítima, pelo contrário, mostrou a persistência que fez a filha se formar em Medicina”, recorda Suenne Righetti, professora responsável por comandar o time ao lado de Roberto Primo, “Aí está o ganho em investir no Projeto Rondon para formarmos cidadãos. Longe da metrópole, o aluno tem contato com o que jamais teve ideia. Nas tomadas de decisão depois, quando for um gestor, levará isso em conta”.

Para Afonso Lima de Oliveira, futuro engenheiro de Produção, passar por Andalucia deixa um grande legado. Cursando o 7º período da graduação, o jovem de 22 anos chegou a pensar que os moradores poderiam não ter tanto interesse no que foi preparado para apresentar, mas percebeu justamente o contrário. “As mulheres de Andalucia queriam aprender sobre tudo, queriam absorver tudo o que tínhamos a passar. Foi o maior ensinamento compartilhar conhecimento e entender que não devemos nos deixar abater pelos nossos problemas. Eles parecem pequenos, há sempre dificuldades maiores”, avalia. A segunda surpresa veio na Aldeia de Brejão. Oliveira acabou por cair em um movimento mal calculado, ao ensinar futebol americano. Não demorou muito para as crianças, em festa, se jogaram em cima dele. Todas, exceto uma. “Tio, me dá os seus óculos”, disse, “É para não quebrar”.

O cuidado com o próximo chamou a atenção, mas a estadia no assentamento indígena traz ainda outras heranças, como lembra Suenne:

“Há um grande respeito aos mais velhos, eles escutam muito pai e mãe. E dão um grande valor ao fato de serem indígenas. Depois, vi o quanto isso foi importante para outro aluno nosso, o Paulo Vitor. Ele nasceu em comunidade e me contou que sempre teve vergonha de falar onde morava, pois tinha medo das pessoas o tirarem como bandido. A filha do cacique, com quem ele conversou muito, faz faculdade de Farmácia fora da aldeia, mas sempre faz questão de voltar. Explicou a ele que era o maior orgulho para ela, que só saí da aldeia porque não tinha como ter aquele conhecimento da faculdade ali. Ouvir isso fez ele voltar transformado”. Antes aquele que se calava sobre sua própria origem, agora faz questão de expô-la nas redes sociais. Em post do dia 24 de julho, por exemplo, o aluno de Engenharia Civil publicou foto de uma menina do Brejão. Na localização, marcou a Favela do Atalaia. E escreveu: “’Eu tenho orgulho de ser indígena’. Na minha arrogância e prepotência, acreditei estar indo ao Pantanal ensinar, aprendi. Lição valiosa, que não será esquecida com facilidade, hoje afirmo que não importa onde eu vá, sempre terei orgulho de dizer de onde saí #gratidão”.

Balanço da operação

Roberto Primo lista alguns motivos para o Rondon Pantanal marcá-lo, não só na pele (o docente tatua uma nova estrela junto do símbolo do Projeto a cada nova viagem). O veterano em operações, com nove no currículo, destaca o apoio da prefeitura, ao afirmar que ela “chegou junto” em termos de transporte, alimentação e participação em oficina sobre planejamento: “Foi bom porque eles têm um problema de evasão de empregos com que a prefeitura precisa lidar. Fechou uma usina na cidade que acabou com 1.500 empregos”. “Tenho registradas 902 pessoas que assistiram às nossas aulas, somando todas. Nunca tínhamos passado de 500. No último dia, não tinha mais certificado, tivemos que imprimir lá. Junto com a UFSC devemos ter feito mais de 1.500 atendimentos”, sintetiza Primo em números. 

Para o docente, a preparação prévia de um ano foi a responsável pelos bons resultados em Nioaque: “Fizemos um processo seletivo mais longo, o que deu muito certo. Conseguimos uma equipe comprometida, várias reuniões de dias inteiros para já sairmos daqui como um time. Um tomou conta do outro. A oficina criada por um não era só dele, era de todos. Fomos muito bem preparados”. Esse espírito, na opinião de Suenne, é fundamental, afinal, o Projeto Rondon não se trata de atividade assistencialista, mas sim da responsabilidade em fomentar habilidades, ideias, negócios, modelos de gestão, soluções ecológicas, para os moradores se desenvolverem, prosperarem. 

O objetivo faz a troca ser inerente. Na chegada, o estudante Vinícius Nascimento vestiu fantasia, para parecer estar montado em um dinossauro, numa homenagem a Nioaque. A cidade é conhecida pelas pegadas dos animais, deixadas há milhões de anos. Se, naquele momento, a aposta era no que suspeitavam ser significativo para a cultura local, uma aposta certeira, na saída a apresentação foi com o que tinham certeza. Diante de todos os rondonistas da operação Pantanal, os lassalistas já traziam um dos aprendizados da própria operação. Fizeram dança típica dos assentamentos indígenas. Confira no Diário de Bordo dos professores um resumo das semanas:

 

Confira no Diário de Bordo dos professores, um resumo das semanas:

DIÁRIO DE BORDO ROBERTO PRIMO E SUENNE RIGHETTI

     

Às 6h de domingo, 22 de julho, é tocada a alvorada no 20º Regimento de Cavalaria Blindada (20RCB) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Chega ao fim a Operação Pantanal do Projeto Rondon, mas para os 250 rondonistas de 24 universidades deste enorme país, foi muito mais que isso. Foram 15 dias intensos, de muito trabalho, aprendizado, frio, calor, poeira, planejamento, improviso, amizades, comidas atípicas, culturas diferentes, tucanos, araras coloridas, seriemas e frutas. Foi uma aula de Brasil 3D analógica com realidade ampliada.

A equipe do Unilasalle, em sua quinta participação, trabalhou na cidade de Nioaque juntamente com uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina. Nossa rotina diária na primeira semana foi acordar às 6h, tomar café, banho, colocar os trajes de rondonista, embarcar às 7h no ônibus escolar e seguir para algum assentamento ou aldeia. Retornávamos para a cidade no fim de tarde, íamos no alojamento, pegávamos o material e Datashow e saímos para as aulas programadas à gestão municipal, que acabavam às 22h. 

No primeiro dia, fomos nos assentamentos Andalucia e Conceição; na terça-feira para Uirapuru; na quarta Palmeira; na quinta para a aldeia Brejão; e na sexta para a aldeia Água Branca. Cada lugar com demandas diferentes de conhecimento, onde foram ministradas aulas de recuperação de nascentes e matas ciliares, construções ecológicas, atendimento, gastronomia (as aulas de pizza bombaram) e saneamento.

Na segunda semana, o trabalho foi realizado na cidade de Nioaque, onde tivemos três espaços disponíveis para as aulas. A escola estadual, o SESI e o CRAS. Foram muitas aulas, quase todas lotadas, e o ápice foi uma de Programação de Jogos, assistida por indígenas. Foi como fazer um gol olímpico. No nosso último dia, reinauguramos o Restaurante da Gaúcha, que passou por um choque de gestão, foi redecorado e teve o cardápio refeito. Foi feita uma aula demonstrando todo trabalho para que ele sirva de exemplo a outros comerciantes, e avançamos noite a dentro com a festa que os rondonistas fizeram lá.

No dia 21, já em Campo Grande, aconteceu a cerimônia de encerramento. Nossos rondonistas, junto com os da UFSC, prepararam para a cerimônia uma coreografia inspirada na dança que assistimos nas aldeias, e foi um sucesso, terminando com a entrada de um rondonista fantasiado de dinossauro aplaudido de pé.

A viagem que começou às 4h do dia 6 de julho, com mais de 10 horas de voo até Campo Grande, termina da mesma forma, com mais de 10 horas de voo novamente. Mas isso não é capaz de baixar o ânimo e a autoestima deste grupo, que virou uma família e levará esta experiência para o resto da vida.

O Brasil está melhor agora, e nós também.

 

Conheça os integrantes lassalistas do Projeto Rondon Pantanal:

Adilaine Monteiro Ferreira - Engenharia de Produção

Afonso Lima de Oliveira - Engenharia de Produção

Cayo Luiz Ferreira Alfaia dos Reis - Engenharia Civil

Ohana Costa Rosario - Engenharia Civil

Paulo Vitor Lima Monteiro - Engenharia Civil

Rebeca D' Amato Vargas - Engenharia Civil

Vinícius Freires do Nascimento - Sistema de Informação

Vitória Pinheiro Rodrigues - Engenharia de Produção

 

Por Luiza Gould

Fotos de Ohanna Costa Rosario, Suenne Righetti, Vinícius Nascimento, Roberto Primo, Vitória Rodrigues e Sargento Denis William

Acom Unilasalle-RJ

   

14/08/2018 | Diário de Araxá | Estudantes do Uniaraxá retornam do Projeto Rondon

LINK: https://www.diariodearaxa.com.br/estudantes-do-uniaraxa-retornam-do-projeto-rondon/

A Equipe de Rondonistas do Uniaraxá retornou a Araxá com diversas experiências e histórias para compartilhar. A Equipe, composta por oito Estudantes e duas Professoras, participou, durante quinze dias, da Operação Palmares, no município de Chã Preta (AL). “A cidade foi, extremamente, receptiva. A Prefeita e o Vice-prefeito estiveram presentes, durante todo o processo de trabalho”, conta a Professora Rondonista do Uniaraxá, Sharon Sampaio.

A proposta de trabalho contemplou os eixos Ensino, Pesquisa e Extensão, com atividades nas áreas de Cultura, Educação, Saúde, Direitos Humanos e Justiça. O intuito foi capacitar e formar agentes multidisciplinares, nas diversas áreas do conhecimento; conforme necessidades, diagnosticadas na região. Para a Professora Sharon, foi um momento de oportunidades. “O Projeto Rondon nos proporcionou excelentes oportunidades de realizar Ensino, Pesquisa e Extensão; e, de atuar, com responsabilidade social, diante de tanta desigualdade no acesso aos bens e serviços públicos”, ressalta.

A Equipe esteve composta pelos Estudantes Gabriela Letícia Carneiro (Direito); Paula Rodrigues Campos (Enfermagem); Paula Nascimento da Silva (Enfermagem); Matheus Aparecido Gomes da Silva (Enfermagem); Mayara Marley Costa Pereira (Educação Física); Rubia da Silva Pereira (Pedagogia); Geovana Lopes Bernardes (Pedagogia); e, Walmer da Silva Martins (Fisioterapia). Os Estudantes contaram, ainda, com o apoio das Professoras Sharom Sampaio e Maristela Dutra.

Ao todo, foram realizadas 20 Oficinas, abrangendo toda a Comunidade; inclusive a Comunidade Rural. A Equipe do Uniaraxá foi responsável pelas ações nas áreas de Cultura, Direitos Humanos, Justiça e Saúde; atividades que atenderam a um total de 1.019 pessoas. Somando-se às atividades desenvolvidas por outra Instituição de Ensino participante, as ações atingiram, aproximadamente, 1.800 pessoas; somente na Operação Palmares. Um verdadeiro sucesso.

Os Estudantes de Araxá desenvolveram as seguintes ações: “Palestra sobre Motivação para a Prática da Leitura”; “Palestra – Conhecendo os Direitos Humanos”; “Debate sobre o Papel do Agente Comunitário de Saúde na Saúde da Família”; “Cine Rondon”; “Ergonomia – Exercitando com Qualidade”; “Oficina de Abordagem sobre o Uso de álcool e de Drogas”; “Mutirão de Saúde da Criança”; “Capacitação de Agentes da Cultura e das Tradições Locais”; “Oficina – Mulheres Lidando com a Sexualidade”; “Orientações Jurídicas”; “Sexualidade e Saúde Reprodutiva para Adolescentes e Jovens”; “Técnicas Inovadoras de Alfabetização”; “Capacitação de Agentes Comunitários sobre a Amamentação”; “Saúde na Praça”; “Fórum de Discussão: Violência Familiar”.

Um dos objetivos do Projeto é contribuir para o desenvolvimento e o fortalecimento da Cidadania dos Estudantes Universitários; além do Desenvolvimento Sustentável, Bem-Estar e Qualidade de Vida das Comunidades carentes. Para isso, os Estudantes utilizaram todos os conhecimentos, construídos durante a Graduação, no intuito de alcançar os objetivos, traçados para o Projeto Rondon.

Em Araxá, a Equipe se reuniu com o Reitor do Uniaraxá, Professor José Oscar de Melo, o Pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão, Professor Fabrício Borges Oliveira e a Coordenadora de Extensão, Zulma Luciana de Oliveira, para compartilhar histórias e experiências vivenciadas no Projeto. Foi um momento de empolgação e emoção pelo trabalho realizado em Alagoas. Na oportunidade, também, foram conferidos aos Rondonistas os certificados de participação. Ao Reitor e ao Pró-reitor, foram conferidos o troféu, a camisa e o chapéu do Projeto Rondon; marcando, assim, mais uma participação da Instituição no maior Projeto de Extensão do país.

A Professora Sharon ressalta, ainda, que a Equipe, também, aprendeu muito com a Comunidade Local. “Agradeço ao Uniaraxá pela oportunidade de conhecer outra realidade social. Agradeço à minha família pela compreensão no período de dedicação ao Projeto. Enfim, agradeço a Deus pelo sucesso nessa empreitada. O Uniaraxá é uma Instituição preocupada com a formação de seus Estudantes; e, oportunizar essa experiência transformadora, na vida dos Acadêmicos não tem preço! Seremos, também, multiplicadores de tudo o que aprendemos lá”, destaca.

 

16/08/2018 | IFSC | A USP/São Carlos no Projeto Rondon – “Operação Palmares”

LINK: https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/as-marcas-da-usp-sao-carlos-no-projeto-rondon-operacao-palmares/

 

Realizou-se entre os dias 13 e 29 de julho último, no estado de Alagoas, mais uma edição do Projeto Rondon, ao qual foi dado o nome de Operação Palmares, cujo intuito foi levar oficinas de capacitação a doze municípios daquele estado.

Os professores e estudantes voluntários chegaram a Maceió no dia 13 de julho e ficaram hospedados no 59º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro para as atividades de abertura e integração entre as equipes das diversas Instituições de Ensino Superior. Entre elas esteve a equipe que representou o Campus USP de São Carlos, constituída pelos Profs. Otavio Thiemann (IFSC/USP) (Coordenador) e Marcia Cristina Branciforti (EESC/USP), e os alunos Rassiê Tainy de Paula (Licenciatura Ciências Exatas – Hab. Química – IFSC/IQSC/ICMC), Jéssica Cristina Ramos (Licenciatura Ciências Exatas – Hab. Física – – IFSC/IQSC/ICMC), Renata Gonçalves Fernandes (Bacharelado em Química – Ênfase Gestão da Qualidade – IQSC), Priscille Dreux Fraga (Engenharia Ambiental – EESC), Mário Berni De Marque (Engenharia Ambiental – EESC), Carolina Silva Costa (Engenharia Civil – EESC), Gabriel Linares Silveira Batista (Engenharia Aeronáutica – EESC) e Thiago Borges Gobbo de Melo (Bacharelado em Sistemas de Informação – ICMC), tendo como destino a cidade de Olivença, localizada no coração do sertão alagoano.

Desenvolvido pelo Ministério da Defesa, em parceria com governos estaduais, municipais e Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas, o Projeto Rondon tem como missão contribuir para a formação do jovem universitário como cidadão e para o desenvolvimento sustentável das comunidades carentes. A primeira operação do Projeto Rondon – Operação Piloto ou Operação Zero -, ocorreu em julho de 1967, e, na altura, contou com a participação de 30 alunos e dois professores oriundos de universidades localizadas no Rio de Janeiro, que desenvolveram suas atividades em diversos locais no estado de Rondônia.

Projeto Rondon tem como objetivo beneficiar os municípios previamente selecionados com o envio de professores e alunos universitários de diferentes áreas do conhecimento. Poderosa ferramenta de transformação, tanto de universitários quanto das comunidades beneficiadas, o Projeto Rondon prioriza a formação de multiplicadores entre produtores, agentes públicos, professores e lideranças locais, permitindo, com isso, que as ações tenham efeitos duradouros, favorecendo no longo prazo a população, a economia, o meio ambiente e a administração locais. O aprimoramento de valores humanitários dos rondonistas manifesta-se na intensificação do sentimento de responsabilidade social e coletiva, em prol da cidadania, de defesa dos interesses nacionais, contribuindo na sua formação acadêmica e proporcionando-lhe o conhecimento da realidade brasileira.

Pessoa com elevado espírito humanitário, o Prof. Otavio Thiemann já cogitava, desde há alguns anos, participar do Projeto Rondon, até porque se trata do maior projeto de extensão universitária do Brasil, algo que não passa despercebido a quem, como ele, nutre uma vontade enorme de apoiar e integrar projetos de índole social. “Ano passado, um grupo de alunos me procurou e fizeram o convite para eu integrar, como professor coordenador, a equipe que estava sendo formada para apresentar um projeto e atuar no Projeto Rondon de 2018, comenta Thiemann. Mesmo sem saber onde iriam ocorrer as atividades, o docente do IFSC/USP aceitou imediatamente o convite: mais tarde, soube que o destino seria o estado de Alagoas, na designada Operação Palmares, que incluía doze municípios, entre os quais a cidade de Olivença, onde se desenrolariam todas as atividades da equipe.

Cada equipe tem que ter dois docentes, um deles assumindo a função de coordenador, sendo que houve algumas dificuldades em compor a equipe do Campus USP de São Carlos: enquanto os alunos estavam perfeitamente organizados e prontos para a missão, arranjar um docente disponível para completar o grupo foi complicado, em virtude de compromissos assumidos pelos docentes e do projeto se desenrolar em pleno período de férias. Quase na véspera da partida e por fortes motivos pessoais, um dos docentes convidados para participar foi obrigado a se afastar do projeto, tendo a Profª Marcia Cristina Branciforti aceitado o inesperado convite feito por Otavio Thiemann e substituído seu colega. “Foi um sufoco, uma correria, pois tive que alterar todo meu calendário de férias dois dias antes de viajar”, salienta Marcia, acrescentando que aceitou de imediato o convite, pois desde 2012 que desejava participar do projeto, mas, devido a diversos compromissos, nunca conseguiu concretizar essa aspiração. “Também foi um desafio enorme participar de um projeto que foi montado por outras pessoas e decidir passar dezessete dias longe de casa e da família com um grupo completamente desconhecido”, pontua a docente.

Cada cidade inserida na Operação Palmares recebeu duas equipes – Tecnologia e Saúde – sendo que a equipe do Campus USP de São Carlos estava inserida na área de “Tecnologia”, na cidade de Olivença, voltada para várias temáticas, como, por exemplo, indústria, agropecuária, empreendedorismo e educação, com a realização de inúmeras oficinas ministradas pelos alunos e que foram ocorrendo nos períodos da manhã, tarde e noite, ao longo das semanas que durou o evento.

Saliente-se que as cidades são escolhidas pela coordenação-geral do Projeto Rondon, pelo que, em fevereiro último, o Prof. Otavio Thiemann participou da designada Viagem Precursora, com visita à cidade de Olivença, para ali fazer um levantamento das necessidades, bem como um primeiro contato com a Prefeitura local. 

Oficina de robótica 

Para a Profª Marcia Branciforti, o que mais a fascinou foi o fato da cidade de Olivença estar longe de tudo, principalmente da capital do estado, Maceió, bem no meio do sertão alagoano. “Quando chegamos à cidade constatamos que era minúscula, com cerca de 11.700 habitantes, sendo que 80% deles residem e trabalham no campo”. No que diz respeito às oficinas, os alunos realizaram mais de trinta, tendo repetido algumas a pedido da própria população, que acolheu os rondonistas uspianos de forma extraordinária. “Um viés das oficinas foi voltado para o público infanto-juvenil, algo que teve muito impacto nas comunidades locais, todas elas com muita carência do tipo de atividades que organizamos – robótica, construção de brinquedos, cidades desenhadas, entre outras. Já no público adulto, o grande interesse esteve na oficina de empreendedorismo, que teve que ser desdobrada para dar resposta aos pedidos feitos pela população”, elucida Otavio Thiemann.

Oficina “Cidade Desenhada”

 

Olivença não possui qualquer empresa instalada em seu território. A população divide-se nas tarefas rurais, ocupando alguns (pouquíssimos) cargos públicos no centro da cidade, ou subsistindo graças ao programa “Bolsa Família”. Então, é fácil de imaginar que todo o mundo que participou das oficinas de empreendedorismo tinha (e tem) o intuito de montar o seu pequeno negócio, pelo que a participação foi enorme. Outra oficina que atraiu interesse foi a criação de hortas individuais, tendo em vista a criação de hortas comunitárias no futuro, independente da escassez de água naquela região, que é um problema grave.

A figura do “Anjo”

Como complemento importante do sucesso desta edição do Projeto Rondon, coube ao 59º Batalhão de Infantaria (Maceió) designar treze militares, entre sargentos e oficiais, cabendo a cada um acompanhar o desenrolar do processo em cada cidade. Eles foram importantes no auxílio às equipes de rondonistas, estabelecendo elos com as comunidades locais e reportando as necessidades à sua unidade. A presença de cada militar junto das comunidades foi uma espécie de tônico para elas, uma garantia de segurança e confiança. Eles são chamados de “Anjos” neste projeto e são escolhidos a dedo. “Esses militares são selecionados pelos superiores pelo seu comportamento e empatia com as pessoas e são encarados como ídolos junto das populações”, esclarece Thiemann.

   

 

Criação de horta 

Para Otavio Thiemann e Marcia Branciforti, um fato que deve ser enaltecido é a participação dos alunos da USP de São Carlos na Operação Palmares, principalmente no que diz respeito à competência, entrega, dedicação e preocupação com todos os detalhes que envolveram seu trabalho e que resultaram, dentre outros fatores, em uma relação muito próxima e extremamente coordenada e amistosa junto das comunidades abrangidas, trabalhando afincadamente, enfrentando e resolvendo alguns problemas, por forma a que tudo desse certo. Marcia e Otavio afirmam que vão querer repetir a experiência – talvez não imediatamente -, independente do fato de terem que ficar longe das famílias, o que, de alguma forma, é sempre penoso: contudo, segundo eles, vale a pena o sacrifício em prol de comunidades carentes. “Foi uma experiência fantástica!”, concluem ambos.

 

Rui Sintra – Assessoria de Comunicação – IFSC/USP

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Projeto Rondon

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