13/09/2018

Boletim Rondon 11

05/09/2018 | FATOS DE MINAS |Equipe Rondon Unifei-Itabira realiza projetos sociais em Alagoas

LINK: http://www.fatosdeminas.com.br/pg.php?id_cat=55&&id=18411

ALAGOAS - Entre os dias 15 e 27 de julho, estudantes e professores da Unifei-Itabira estiveram no município de Cacimbinhas, localizado no sertão alagoano, para participar do Projeto Rondon. Organizado pelo Ministério da Defesa, o programa visa levar uma série de ações de bem-estar social a comunidades carentes, contribuindo para a formação do jovem universitário como cidadão, bem como para o desenvolvimento sustentável das localidades onde interveem.

Durante os 13 dias, a equipe promoveu oficinas, palestras e minicursos sobre temas relacionados à comunicação, meio ambiente, trabalho e tecnologia. Eduardo Couto, um dos professores coordenadores das ações, salienta que essas atividades podem ser o ponto de partida para a mudança que a região necessita:
“O Rondon é parte de um processo muito importante para despertar vários assuntos. O projeto tem a característica de formar multiplicadores, ou seja, deixar um legado nas localidades em que atua. A ideia é repassar informações para que depois possa haver uma continuidade.”
Gabriela Carvalho, discente do 6º período da Engenharia da Mobilidade, falou sobre o impacto que sentiu ao ser apresentada a outra realidade:
“O contexto em que os moradores da cidade de Cacimbinhas vivem me chamou a atenção. É um cenário diferente em todos os sentidos, nos costumes, na carência de informação e conhecimento, entre outras coisas.”
A estudante também destaca que volta do projeto com outra mentalidade:
“Volto com o espirito renovado, uma mentalidade mais madura, sabendo que muitas vezes reclamamos por pouca coisa, já que eles, com tão pouco, continuam sendo felizes. Por fim, percebemos o quão importante é ajudar o próximo.”
 

SOBRE O PROJETO - O Rondon é uma ação de âmbito nacional promovida duas vezes ao ano pelo Ministério da Defesa. Por meio da inciativa, diversas universidades do país formam equipes que desenvolvem atividades sociais em várias localidades do território brasileiro. Nesta edição, o projeto foi realizado em 12 cidades alagoanas, beneficiando cerca de 24 mil pessoas. 

Fonte e foto: Unifei Itabira


10/09/2018 | JORNAL PONTO INICIAL | Rumo ao Piauí: UCS será representada em operação do Projeto Rondon e acadêmicos já podem participar de processo seletivo 

LINK: https://www.jornalpontoinicial.com.br/2018/09/10/rumo-ao-piaui-ucs-sera-representada-em-operacao-do-projeto-rondon-e-academicos-ja-podem-participar-de-processo-seletivo/

 

Publicado por Laudir Dutra em 10 de setembro de 2018.

A Universidade abriu processo seletivo para os acadêmicos com interesse em integrar a equipe da UCS no Projeto Rondon. A inscrição deve ser realizada até 20 de setembro, por meio de formulário online. Para concorrer a uma das oito vagas disponíveis, o estudante precisa encaminhar pelo menos duas propostas de trabalho relacionadas às temáticas de Comunicação, Tecnologia e Produção, Trabalho e Meio Ambiente, além de histórico escolar completo e atualizado.

Os selecionados vão atuar na Operação Parnaíba, entre os dias 18 de janeiro a 3 de fevereiro de 2019, no Piauí. A equipe da UCS ficará responsável por efetuar ações no município de Porto, localizado ao norte do estado, distante cerca de 190 quilômetros da capital Teresina.

Podem participar da seleção os acadêmicos regularmente matriculados em curso de graduação da UCS. Os interessados já devem ter cursado 50% do curso; não podem ter participado de outras operações do Projeto Rondon; precisam manter vínculo com a instituição até o final da operação, em fevereiro de 2019; e devem ter disponibilidade de horários para participar das atividades de preparação para a operação. Todos os detalhes sobre a seleção e os critérios de participação podem ser conferidos no edital do projeto.

“O processo seletivo ocorre, mais uma vez, como um movimento pedagógico, legítimo e cuidadoso em relação às demandas do Ministério da Defesa. Os acadêmicos da UCS, de todos os cursos, podem se inscrever, desde que satisfaçam aos critérios definidos no edital e estejam de acordo com as orientações do Projeto Rondon”, afirma o professor Michel Mendes, da Área do Conhecimento de Humanidades.

Mendes e a professora Aline Maria Trindade Ramos, da Área de Conhecimento de Ciências Jurídicas, vão coordenar as ações preparatórias no município do Piauí, que conta com uma população de 12 mil habitantes. Nesta edição, o processo seletivo será realizado pelos dois docentes, além de mais dois profissionais: um da Psicologia e outro ligado à Coordenadoria de Relações Universitárias (CRUN).

De malas quase prontas:

A etapa do Projeto Rondon em Piauí ganhou o nome de Operação Parnaíba. A viagem do grupo da UCS ocorre em janeiro, mas ainda em setembro, o professor Michel Mendes embarca rumo a Porto. Entre os dias 23 e 29, ele vai acolher as demandas locais em relação às atividades que serão realizadas pela equipe da UCS.

Na operação, a Universidade vai atuar com temas e ações relacionados ao eixo temático B, que envolve Comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho – mesmas áreas para as quais os candidatos precisam produzir seus planos de trabalhos. Serão essas as áreas para que Mendes deverá olhar, especialmente, em busca de necessidades da população local.

“Vamos poder conhecer o clima, os espaços, as necessidades, nossos possíveis locais de atuação e hospedagem, sentir o público, explorar o território como um todo”, destaca o professor. Ele reforça que o Projeto Rondon é uma oportunidade única de vivenciar experiências transformadoras.

 

12/09/2018 | JORNAL DA UNICAMP | Projeto Rondon Abre Edital para 2019

LINK: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/09/12/projeto-rondon-abre-edital-para-2019

Equipes da Unicamp podem se inscrever até 2 de outubro na Proec

​​Luana Cordeiro é voluntária desde a adolescência, mas participar da Operação Pantanal do Projeto Rondon, em Miranda, Mato Grosso do Sul, em julho de 2018, permitiu ampliar seus conceitos sobre melhorar a vida de seres humanos e o ambiente. Para quem deseja seguir o exemplo de Luana, o edital para julho de 2019 do Projeto Rondon está aberto até 8 de outubro e contempla as Operações Vale do Acre e João de Barro, no Piauí. As equipes da Unicamp interessadas devem se inscrever até 2 de outubro na Coordenadoria de Extensão (Conex), no prédio Reitoria 6.

“Já tinha ouvido falar sobre o Projeto Rondon e uni o desejo de participar à vontade de impactar a sociedade, vidas e o ambiente, mas voltei impactada com a filosofia e a realidade de vida deles”, declara Luana. Aluna do terceiro ano de administração pública da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, Luana teve a oportunidade de coordenar a oficina de direitos humanos e participar de atividades de higiene bucal para a comunidade de índios terena.

Luana Cordeiro, que participou da Operação Pantanal: coordenando a oficina de direitos humanosLuana Cordeiro, que participou da Operação Pantanal: coordenando a oficina de direitos humanos

Luana e seus companheiros de operação estavam no Brasil, mas com a sensação de estar em outro mundo, numa realidade distante das dificuldades encontradas no Estado de São Paulo, onde vivem. Encontraram níveis de desigualdade inesperados, índices de desenvolvimento humano diferentes, uma carência inestimável, mas se surpreenderam com a forma de tratamento entre as pessoas e a relação destas com o ambiente. As atividades em assentamentos e aldeias, segundo Luana, modificaram a maneira de olhar para a área na qual está se formando.  

“Intenso.” Tiago Jingugi Kai preferiu definir em uma palavra o Rondon. Duas semanas nas quais cada segundo foi esgotado de forma proveitosa, segundo o estudante de Ciência do Esporte da FCA, “Conhecer pessoas com culturas diferentes e realidades totalmente distantes da nossa fez com que me transformasse. Poder brincar com as crianças, interagir com as pessoas das comunidades indígenas, das escolas, dos assentamentos e de toda a cidade me provou que as relações humanas nos tornam melhores.”

O coordenador da equipe da Unicamp na expedição, professor Luciano Allegretti Mercadante, da FCA, enfatiza o impacto da vivência para ele e seus alunos, principalmente pelas adaptações exigidas ao depararem com cultura e realidade social tão discrepantes. Professor há mais de 30 anos, ele afirma que a participação na Operação Pantanal foi uma das atividades de maior impacto em sua carreira.  As relações humanas vividas no Rondon, segundo ele, não foram comuns à rotina da equipe e promoveram experiências emocionais grandiosas pela intensidade e diversidade. “Quando você sai de um Estado como São Paulo e vai para uma cidade de IDH baixo, uma enorme diferença entre ricos e pobres, com indígenas, povoados, assentamentos e uma população carente em diversos aspectos, contrastando com empresas e fazendas agropecuárias enormes, começa a viver uma experiência que jamais imaginava.”

“O que mais me chamou atenção foi a discrepância da desigualdade social. Numa manhã, estávamos com crianças muito desprovidas de afeto, atenção e com dificuldades financeiras. À tarde, conhecíamos pessoas de cargos altos e com um poder aquisitivo gigante”, acrescenta Kai. Durante a estada em Miranda, ele realizou oficinas sobre drogas e álcool e transformação de lixo em brinquedo. “Também pudemos aplicar atividades e brincadeiras pedagógicas com a comunidade de Miranda, principalmente crianças.”

Os ditados populares foram tema de uma oficina de direitos humanos oferecida por Luana. “Quantos ditados repetimos sem pensar no quanto ferem o direito do outro e até mesmo a Constituição? Tive a oportunidade de conversar sobre isso com as crianças.” Os rondonistas ofereceram mais 24 oficinas em cinco aldeias indígenas, dois assentamentos, seis escolas de ensino fundamental, três de ensino médio, dois povoados e uma escola rural durante duas semanas, além de participarem das festividades de aniversário da cidade, com Feira Ecológica, Cultural, Indígena e Rural e desfile cívico.

O professor Luciano Allegretti Mercadante: cultura e realidade social muito diferentes discrepantes

Oportunidade única é expressão a ser respeitada e Luana e Kai sabem que não voltarão ao Rondon, mas acham importante ser modificados (para melhor) em uma dose “intensa”. Em 2019, mais estudantes e professores poderão conferir pessoalmente as experiências descritas pelos alunos.


Tempo, tempo

Em Miranda, Luana e Kai nem ouviram a campainha tocar. Não porque estivesse longe de sua sala de aula, mas porque estava numa classe sem relógio, sem sinal para a merenda ou o término das atividades, onde a relação de tempo e, logo de confiança, é princípio. Quem determina o tempo é o tempo. “O contato com a população de Miranda me fez enxergar minha área com mais amplitude, a partir de outros pontos de vista que não eram os meus. A dinâmica social deles é tão diferente que nos faz pensar no que acontece em nossa vida. Nós voltamos diferentes.”

Equipes da Unicamp e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

“Lá tem coisas que nossa cultura esqueceu. A escola indígena, por exemplo, não tem relógio, e as coisas acontecem”, ressalta Mercadante. Ele acentua que o tempo de tudo é respeitado na aldeia. A logística planejada em solo paulista foi totalmente alterada, diante da realidade da comunidade indígena visitada logo no primeiro dia, pelo tempo para as pessoas se olharem e se aproximarem, seguido pelo tempo das apresentações pessoais, das conversas e risadas informais, para depois iniciar qualquer oficina ou trabalho, segundo Mercadante. Além do respeito ao tempo, o respeito do aluno e de toda a comunidade pelos professores também não foi esquecido pela cultura indígena.

Um vídeo com entrevista realizada pela equipe da Diretoria de Comunicação da Proec com o professor Luciano Mercadante sobre a experiência na edição de 2018 do Projeto Rondon está disponível no canal Proec Unicamp no Youtube.

Link do vídeo: https://youtu.be/NkyLdJjEk04

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Projeto Rondon

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