18/08/2020

A comunicação social do Projeto Rondon e o Conjunto “C”

 

Alexandre Scholtz

 

O recomeço

Uma das primeiras menções ao Projeto Rondon neste século foi a crônica do jornalista Marcio Cotrim, intitulada “Um Brasil bem juvenil”, publicada no Correio Braziliense, em 21 de abril de 2002. Nela, Cotrim sugere aos candidatos à presidência a reavivação do Projeto Rondon, que tinha sido extinto em 1989.

No ano seguinte, a Folha Online noticiou, em 21 de abril de 2003, que a União Nacional dos Estudantes apresentou proposta ao secretário-geral da Presidência da República para reeditar o Projeto Rondon. Meses depois os jornais ainda falavam na possibilidade da retomada do Projeto Rondon. O tão sonhado relançamento começou a tomar forma com a criação, em 2004, do Grupo de Trabalho Interministerial sobre “Políticas Públicas de Juventude” e se materializou em 14 de janeiro de 2005, com o Decreto Presidencial que criou o Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon (COS), sob a coordenação do Ministério da Defesa.

 

A estrutura de comunicação

Para divulgar esta importante iniciativa, foi estabelecida dentro da estrutura organizacional da Coordenação-Geral do Projeto Rondon, a Divisão de Comunicação e Marketing (DCM). A esta divisão competia desenvolver estratégias de atuação em comunicação e marketing que visavam aumentar a aceitação e fortalecer a imagem institucional do Projeto Rondon junto ao público em geral e, em particular, junto aos órgãos governamentais e aos parceiros potenciais; executar ações de comunicação e marketing em proveito da imagem institucional do Projeto Rondon e providenciar a elaboração e a divulgação de material áudio-visual e impresso, e de conteúdo para Internet.

Somando esforços a essa estrutura estava a Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa (ASCOM/MD), que tinha a atribuição de divulgar as atividades do Projeto Rondon e manter intercâmbio de informações e comunicações com as assessorias correlatas dos órgãos interessados.

No período compreendido entre o relançamento do Projeto Rondon até o ano de 2014, a DCM optou por não divulgar abertamente as operações e atividades para não gerar expectativas e descontentamentos nas IES e, principalmente, nos alunos, devido ao fato de não poder atender a todos.

De 2012 a 2015, algumas Instituições de Ensino Superior (IES) passaram a ser convidadas para realizar a cobertura vídeo-fotográfica das operações do Projeto Rondon, incrementando as atividades realizadas anteriormente e proporcionando oportunidades para estudantes da área da comunicação participarem do Projeto Rondon.

A partir de 2015, a Coordenação-Geral modificou sua forma de se relacionar com os diversos públicos, passando a divulgar de forma aberta e intensa do Projeto Rondon. Esta abertura trouxe uma grande surpresa: os formadores de opinião e as lideranças políticas desconheciam que o Projeto Rondon funcionava desde 2005.

A estrutura interna de comunicação foi modificada, transformando a DCM em Seção de Comunicação Social e Relações Institucionais, com atribuições de: planejar, supervisionar, orientar, coordenar, controlar e promover as atividades de Comunicação Social do Projeto Rondon; promover a interação dos Rondonistas, prefeituras e comunidades envolvidas nas operações; dar maior visibilidade às ações sociais realizadas pelas equipes de Rondonistas durante as operações; estimular a participação de novas Instituições de Ensino Superior nas operações; divulgar o Projeto Rondon como ferramenta de inclusão social e buscar novas parcerias, por intermédio da captação de apoio em benefício do Projeto Rondon, junto a órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como perante as entidades privadas sem fins lucrativos. A ASCOM/MD acompanhou tal mudança e ainda participa ativamente da divulgação das operações e atividades do Projeto Rondon.

Para atingir plenamente tais objetivos, com o novo direcionamento da comunicação e com o intuito de aumentar o sentimento de pertencimento dos alunos e professores que realizaram a cobertura das operações, foi criado o Conjunto “C”, formado exclusivamente por alunos e professores dos cursos da área da comunicação social.

Este conjunto tem por objetivo realizar a cobertura jornalística, por intermédio do desenvolvimento de ações e criação de produtos para a divulgação das atividades desenvolvidas pelas equipes dos conjuntos "A" e "B". A experiência tem sido um sucesso e a cada operação o número de IES que enviam propostas de trabalho para o Conjunto “C” aumenta cada vez mais.

O primeiro edital para o Conjunto “C” surgiu no final de 2015, momento em que o Projeto Rondon passava por modificações conceituais e se preparava para reposicionar sua marca, modificando sua logo, a forma de se comunicar e divulgar suas atividades, fazendo jus à importância do Projeto Rondon para os rondonistas, para as comunidades assistidas e para o Brasil.

As IES que já participaram:

- Operação Paiaguás: Centro Universitário Cândido Rondon, Cuiabá/MT.

- Operação Bacuri: Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz/MA.

- Operação Forte dos Reis Magos: Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo/RS.

- Operação Itapemirim: Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa/PR

- Operação Tocantins: Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí/SC.

- Operação Serra do Cachimbo: Universidade Comunitária da Região de Chapecó, Chapecó/SC.

- Operação Rondônia Cinquentenário: Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo/RS.

 

 

O Conjunto “C”, uma proposta diferente

A proposta de trabalho do Conjunto “C” é diferente da proposta dos Conjuntos “A” e “B”. A primeira diferença é com relação ao diagnóstico. Neste item, a proposta do Conjunto “C” deve abordar o Projeto Rondon e sua estrutura de comunicação e estudar os aspectos da região abrangida pertinentes à comunicação social, tais como: hábitos de consumo de mídias locais, identificação dos meios de comunicação da região e os formadores de opinião local e nacional ligados às áreas temáticas do Projeto Rondon. Outra diferença importante é que o Conjunto “C” não ministra oficinas, e sim divulga o trabalho dos demais rondonistas em tais atividades.

A equipe do Conjunto “C” realiza a cobertura antes e durante a operação, divulgando as atividades dos rondonistas dos Conjuntos “A” e “B” e as oficinas realizadas nos municípios atendidos. Igual importância deve ser dada ao período após a operação, quando é reforçada a contribuição do Projeto Rondon para o desenvolvimento e o fortalecimento da cidadania do estudante universitário e para o desenvolvimento sustentável, o bem-estar social e a qualidade de vida nas comunidades carentes.

O principal aspecto desta proposta é o plano de comunicação. Nele estão os objetivos da cobertura ou da campanha, o quê e como se pretende divulgar, o público alvo, os produtos e ações que serão criados e, sobretudo, a estratégia de comunicação. Tudo isso deverá estar amparado nas mídias sociais do Projeto Rondon e em matérias que serão enviadas para os meios de comunicação e formadores de opinião levantados.

 

 

Investindo sempre

A comunicação é peça fundamental na engrenagem do Projeto Rondon. A Coordenação-Geral entende que não há gastos com comunicação, e sim investimentos. O novo posicionamento da comunicação do Projeto Rondon e a criação do Conjunto “C” são “ativos” que vieram para ficar e gerar “lucros”, ampliar a divulgação do projeto, proporcionar a oportunidade de aplicação do conhecimento na área de comunicação e reforçar a continuidade do Rondon como importante promotor de cidadania e do desenvolvimento sustentável.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Projeto Rondon

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