16/09/2020

Mundo Rondon em evidência: Ações Transformadoras

No Projeto Rondon, “ações transformadoras” sempre estão em evidência. Mara Rubia, Rondonista da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), mostra a importância dessas ações para o desenvolvimento das capacidades humanas, neste texto escrito para a edição de número 3 da Revista Mundo Rondon (2017). Boa leitura!

 

Mara Rubia

No ano em que completa os seus 50 anos, o Projeto Rondon demonstra, além de maturidade, o arrojo de uma organização moderna, inovadora e alinhada com o discurso de reconhecidas autoridades internacionais na área do desenvolvimento das capacidades dos seres humanos. Isto poderia ser ilustrado no paralelo feito a seguir entre duas histórias reais e recentes.

 

A primeira história real ocorreu em maio de 2017, em Washington, DC, nos Estados Unidos. O economista americano James Heckman palestrou, durante a cerimônia de abertura do Congresso Anual da “American Thoracic Society”. Foi um discurso impactante por vir de um economista para uma platéia de profissionais da saúde que tradicionalmente estão acostumados a conferencias proferidas por seus pares, ou seja, sem precisarem sair de suas zonas de conforto. Resumindo muito, este ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2000 e professor da Universidade de Chicago explicou inicialmente que existem três tipos de capacidades humanas: a cognitiva (habilidade para resolver problemas abstratos e conhecimento solidificado), as capacidades sócio emocionais (tais como, paciência, auto controle, aversão a risco, etc) e as capacidades biológicas (físicas e psicológicas). Mas queria mesmo era enfatizar para a platéia constituída por milhares de pessoas oriundas de diversos países o quanto que as capacidades humanas dependem muito mais do ambiente - e, portanto, dos investimentos em ações transformadoras deste ambiente - do que da genética, como se acreditava no passado.

 

 

O outro fato real ocorreu em julho de 2017, em Guajará Mirim (RO), Brasil. Os Rondonistas da UFCSPA e da UFSCAR unidos numa equipe, nas suas oficinas, botaram em prática a aposta na mudança de ambiente para melhor e de forma sustentável,  nas áreas da saúde, educação, cultura, meio ambiente, direitos humanos, tecnologia e produção... E, através do acolhimento alegre das crianças e da face serena do jovem indígena brasileiro de cocar na cabeça e camiseta da seleção de futebol, no dia da chegada; ou, dias depois, através  do aceno amistoso da população, na hora da despedida, puderam acreditar que vale a pena compartilhar o conhecimento e aprender com  as populações que mais necessitam. E seguir acreditando que as capacidades humanas das gentes do nosso extenso Brasil estão prontas para melhorar no convívio de cidadania e patriotismo do Projeto Rondon. 

 

 

 

 


Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Projeto Rondon

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