Projeto Rondom

Educar e instruir


O maior movimento voluntário do país

Contribuições à formação acadêmica.

A editoria Mundo Rondon em evidência de hoje destaca a contribuição do Projeto Rondon para o universitário e sua formação. A professora Scheila Girelli da Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ, compartilhou a experiência de sua equipe, vivida na Operação Canudos em 2013. O texto foi escrito para a Revista Mundo Rondon 1ª edição. 

 

Professora Scheila Girelli

 

O Projeto Rondon deixa marcas inesquecíveis aos que dele participam, incluindo o arsenal de contribuições à formação acadêmica e profissional. Seus objetivos coincidem com o caráter social da Universidade Comunitária da região de Chapecó – Unochapecó, que apoia a participação de acadêmicos e professores. Em 2013, a equipe de trabalho composta por membros de diferentes áreas do conhecimento participou da Operação Canudos, no município de Chorrochó (BA).

O povo de Chorrochó mantém seu compromisso com o passado, resguardando um importante acervo cultural que testemunha a gratidão a Antônio Conselheiro – ícone na construção e desenvolvimento do antigo vilarejo – e a devoção e fé ao Senhor do Bonfim. Apesar da tamanha riqueza cultural, Chorrochó se destaca pelo baixo índice de desenvolvimento socioeconômico, as altas taxas de analfabetismo e a elevada incidência de doenças.

O planejamento e desenvolvimento das ações desenvolvidas pelo Projeto da Unochapecó buscaram fortalecer a autonomia e o empoderamento da comunidade, atentando para o cotidiano local.

O trabalho da equipe foi desenvolvido por meio de oficinas, palestras, distribuição de material informativo e ações culturais que tiveram a finalidade de informar, orientar, capacitar, problematizar e construir coletivamente estratégias que vislumbrassem formas mais criativas e saudáveis de vivência e garantia de acesso à cultura, saúde, educação, direitos humanos e justiça.

O conhecimento produzido resultou da interação entre os universitários e a comunidade, definindo-se pelo elo entre saber e fazer, na relação entre o saber científico e o saber popular. A adoção da pesquisa ação/participante abriu possibilidade para os rondonistas e a comunidade trabalharem juntos no reconhecimento e compreensão de seus problemas.

A experiência proporcionada pelo Projeto Rondon trouxe grandes contribuições para os envolvidos. À comunidade, a possibilidade de, no diálogo, reconhecer suas dificuldades e potencialidades, construindo novas formas de pensar e agir voltadas ao desenvolvimento sustentável, à democracia, aos direitos humanos e à cidadania. Aos acadêmicos, a possibilidade, pela aproximação com novos contextos, de refletir sobre seu papel de cidadão e agregar essa responsabilidade social para sua futura profissão.

Ser rondonista despertou para o questionamento sobre o quê e para quem, pesquisar, ensinar e aprender. Aos então profissionais/docentes, reativou a reflexão sobre a utilização e produção de conhecimentos que estejam conectados com a realidade brasileira e voltados à transformação social.

 

 

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